Quando o colaborador desiste

Ligia Molina é educadora corporativa, mentora de líderes e leciona gestão de pessoas no Instituto Brasileiro de Ensino, conveniado à Fundação Getúlio Vargas

Matéria atualizada em: 18 de junho de 2024

leia em: 3 minutos
Você deve estar pensando, “como assim, desistir do trabalho? Chutar tudo para o alto em plena crise?”Pois é, mesmo correndo o risco de ficar meses parado, mesmo correndo o risco de ter uma queda significativa no padrão de vida, alguns profissionais estão remando contra a maré e desistindo de seus trabalhos.
Ligia Molina é educadora corporativa, mentora de líderes e leciona gestão de pessoas no Instituto Brasileiro de Ensino, conveniado à Fundação Getúlio Vargas
O pior de tudo é ver que o líder e, algumas vezes, a própria área de recursos humanos não se espantam com isso. Quando essa situação ocorre, é fato que alguma coisa não está bem. Existe um problema que precisa ser entendido e principalmente resolvido.O papel da área de recurso humanos dentro de uma empresa é muito maior do que garantir o pagamento correto dos colaboradores, é entender todo o contexto do negócio, é fomentar uma cultura baseada na ética e principalmente capacitar/apoiar a liderança e colaboradores.Vejo também que, muitas vezes, a área de Recursos Humanos é colocada como uma área de menor valor na empresa (algo secundário). Isso está errado!! Como pode a área que cuida do bem maior da empresa (pessoas) não ter voz ativa?O despreparo da liderança e uma área de recursos humanos ausente faz com que a empresa perca bons profissionais para a concorrência.Confesso que fico bastante chocada quando vejo a rotatividade gigante de determinadas cadeiras dentro de uma empresa. Não é normal que em menos de um ano passem três pessoas por uma determinada posição.O problema não é o salário pago, não são os benefícios oferecidos, é um conjunto de fatores que tornam o ambiente um lugar muito difícil de trabalhar.Tudo precisa ser revisto: o processo de contratação, a integração de novos colaboradores, análise do clima da empresa, a cultura organizacional, a forma de gestão, a preparação da liderança para gestão de pessoas, o papel do RH, a posição dos donos ou CEOs de empresas.Não vamos usar a pandemia como muleta para escondermos problemas existentes nas organizações.Muitos deverão estar pensando: este é o momento de pensarmos na sobrevivência do negócio.Concordo plenamente, só que com um time motivado e pessoas engajadas com o propósito da empresa, fica mais fácil atravessar uma crise e fortalecer a empresa para a retomada da economia.É momento de mudança em todos os sentidos.Pense nisso!!
“Não vamos usar a pandemia como muleta para escondermos problemas existentes nas organizações. Muitos deverão estar pensando: este é o momento de pensarmos na sobrevivência do negócio. Concordo plenamente, só que com um time motivado e pessoas engajadas com o propósito da empresa, fica mais fácil atravessar uma crise”

Siga-nos

Escrito por

Redação

O Atual atua desde 2001 em Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica com notícias, informações e demais serviços jornalísticos, digitais e audiovisuais. Além disso, aborda ocasionalmente assuntos que envolvem também a Zona Oeste da capital do Rio de Janeiro. O Atual oferece matérias e vídeos em seu site e nas suas redes sociais, com o compromisso de imprensa legítima e socialmente responsável.
Projor