Cidades da região devem repensar poder da representatividade

Pulverização de votos dificulta a eleição de políticos locais e enfraquece a capacidade de buscar melhorias essenciais para Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica

Matéria atualizada em: 17 de junho de 2024

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Conhecidos os resultados das urnas eletrônicas no domingo (7), ficou evidente o prejuízo que a região obteve no que se refere à representação parlamentar. Itaguaí, por exemplo, que tinha o deputado federal Alexandre Valle (PR), com atuação voltada para interesses regionais não conseguiu a reeleição, deixando as cidades órfãs de parlamentares radicados na região, que em passado recente tinha também no exercício de mandato federal, na condição de suplente, o empresário e administrador Wilson Beserra (MDB), de Seropédica, somando dois parlamentares federais em nível nacional.No que se refere à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a situação é ainda pior, pois a efêmera passagem do pastor Aramis Brito (PHS) pelo Legislativo estadual, na condição de suplente, acabou não se repetindo efetivamente, dada a insuficiência de votos para reconduzi-lo à Alerj. Nem mesmo o ex-prefeito Weslei Pereira, que se candidatou pelo PSB, obteve êxito, por conta da pulverização de votos por várias candidaturas distribuídas entre políticos de Itaguaí, Mangaratiba e Seropédica (veja os quadros das votações de candidatos da região), além dos forasteiros que, com bem montada estrutura de campanha, vêm para cá amealhar preciosos votos.Uma questão que sobressai quando o assunto é a representatividade de uma determinada região é a do voto distrital, sistema em que cada membro do parlamento é eleito individualmente nos limites geográficos de um distrito pela maioria dos votos. O assunto, aliás, é tema recorrente nas propostas de reforma política discutida país afora. Para ter uma ideia da importância desse tipo de voto basta conferir os resultados do último pleito. Ali é possível perceber que entre os eleitos como deputados estaduais cinco estão entre os 10 mais votados em Itaguaí e Mangaratiba. Já das urnas de Seropédica saíram direto para a Alerj três nomes como os mais votados na cidade.Dentre os eleitos para a Câmara dos Deputados Itaguaí ajudou a impulsionar seis nomes como os mais votados em suas urnas, enquanto Mangaratiba e Seropédica deram essa decisiva contribuição para carimbar o passaporte de quatro deputados federais eleitos.

Os mais votados, mas sem chegar lá

Dois exemplos de candidatos à Câmara dos Deputados e dois à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que, embora com votação expressiva, não conseguiram ascender ao mandato por meio das urnas. Terceiro suplente pelo PR, Alexandre Valle teria garantido o mandato se estivesse no Avante, no PDT, ou no Psol. O emedebista Wilson Beserra também chegou à terceira suplência.RENATO REISrenato.reis@jornalatual.com.br

Bancada de deputados estaduais na próxima legislatura será renovada em 51%

 Com o resultado das eleições de domingo, a bancada de representantes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) terá uma renovação de 51% a partir do ano que vem. A composição da próxima legislatura contará com 34 deputados reeleitos e com 36 parlamentares que começarão seu primeiro mandato.A maior bancada será do PSL, com treze deputados. Depois vem a bancada do Democratas, com seis parlamentares, seguida pela do PSol com cinco.Um dos destaques determinados pelo resultado da eleição foi o crescimento da bancada feminina na Alerj. Na próxima legislatura serão 12 mulheres, um aumento de 33% em relação

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