Itaguaí: Câmara abre investigação sobre contrato de desassoreamento da Prefeitura

Vereadores instauram comissão para apurar denúncia de supostas irregularidades em serviços de limpeza de rios após denúncia de eleitora

Matéria atualizada em: 7 de julho de 2025

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19ª Sessão Ordinária, realizada em 3 de julho, quando foi instaurada a Comissão Especial Processante para apurar denúncia sobre contratos de desassoreamento (Foto: Reprodução Instagram/@camaramunicipaldeitaguai)

A Câmara Municipal de Itaguaí aprovou, por maioria simples, na quarta-feira (3), a abertura de uma investigação contra a Prefeitura. A medida foi tomada durante a 19ª Sessão Ordinária. A denúncia feita por uma eleitora do município aponta uma possível infração político-administrativa. Segundo ela, há indícios de irregularidades em contratos de limpeza e desassoreamento de rios da cidade.

19ª Sessão Ordinária, realizada em 3 de julho, quando foi instaurada a Comissão Especial Processante para apurar denúncia sobre contratos de desassoreamento (Foto: Reprodução Instagram/@camaramunicipaldeitaguai)

Com a decisão do plenário, foi instaurada a Comissão Especial Processante (CEP) 001/2025. O grupo, ainda em definição, será responsável por conduzir a apuração dos fatos apresentados. Além disso, a comissão terá o prazo regimental e pode incluir oitivas, solicitação de documentos e elaboração de um parecer final.

Sanções administrativas

A CEP seguirá os prazos e procedimentos previstos na Lei Orgânica do município. O processo pode resultar em sanções administrativas ao gestor público, como advertência, afastamento ou cassação do mandato, caso sejam comprovadas as irregularidades. Também há a possibilidade de arquivamento da denúncia, se não houver provas suficientes. A comissão poderá ouvir testemunhas, requisitar documentos e visitar locais relacionados ao contrato. A investigação começará oficialmente nos próximos dias.

Projetos aprovados e adiados

Durante a mesma sessão, a Câmara aprovou todos os requerimentos, indicações e pareceres incluídos na pauta. Três projetos de lei deixaram de ser votados. As propostas dos vereadores Alex Alves, Fábio Rocha e Sandro da Hermínio não foram apreciadas por conta da ausência dos autores na sessão.

Por outro lado, o plenário aprovou o Projeto de Lei 40/2025. A proposta, da vereadora Rachel Secundo, cria um programa de saúde mental para servidores públicos. O texto prevê ações preventivas, atendimento psicológico e cuidados com o bem-estar no ambiente de trabalho. O programa será implementado após sanção do Executivo.

Próxima sessão

A próxima reunião ordinária da Câmara ocorrerá em 8 de julho, em horário regimental. Os vereadores devem avançar na apuração da denúncia já na próxima sessão. Outros projetos também poderão voltar à pauta, inclusive os que ficaram pendentes nesta semana. O andamento da CEP deve ser acompanhado com atenção.

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